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| Foto: Reprodução/Instagram @thelminha_assis |
Agora, faltando apenas dois dias para a grande final do BBB20, restam apenas três pessoas na casa. Duas mulheres do camarote e uma da pipoca. A única inscrita que concorre ao prêmio de 1,5 milhão de reais é a médica anestesiologista Thelma Assis.
A história antes de BBB
A Theliminha, como é carinhosamente chamada pelo público e pelos participantes, nasceu e cresceu bairro Limão, periferia da grande São Paulo. Com menos de um mês de vida, foi rejeitada pela mão biológica. Porém, Thelma foi adotada pela aposentada Yara Assis e o gráfico Carlos Alberto Assis. De família humilde, a médica teve que enfrentar vários desafios durante a vida. E mesmo em meio a tantas dificuldades, seus pais sempre quiseram que ela tivesse a melhor educação.
Thelma passou anos no cursinho pré-vestibular para conseguir a tão sonhada bolsa de estudos em Medicina, um desejo que cresceu junto com ela desde a infância. Era comum ouvir que só conseguiria passar aqueles que estudaram nos melhores colégios particulares de São Paulo. Apesar do esforço dos pais de Thelma, ela teve que estudar o ensino médio em escola pública e fazer o cursinho que fosse mais acessível.
Porém, a passista sempre foi uma mulher determinada. Ela faria o que fosse possível para se tornar médica. Mãe e filha decidiram então ir em busca do melhor cursinho, que mesmo com bolsa, foi difícil pagar. Com a rotina pesada de estudos, Thelma não conseguia trabalhar para ajudar a mãe.
“Teve uma vez que eu liguei para minha mãe e ela falou que a luz da minha casa estava cortada. Porque na mesma data vencia a conta de luz, na verdade devia estar atrasada por conta do corte, e na mesma data vencia o cursinho. Ela optou por pagar o boleto do cursinho para eu não deixar de frequentar o cursinho”, contou Thelma em um dos vídeos do seu canal.
Depois do segundo ano consecutivo sem passar no vestibular para medicina, a passista traçou um plano. Fazer psicologia, que naquele momento era a opção mais fácil para ela, se formar e então fazer medicina. Com um ano de curso, Thelma tentou mais uma vez a tão sonhada bolsa em medicina, dessa vez pelo Programa Universidade para Todos (Prouni).
Em um final de semana pós-festa, relaxada e de ressaca, Thelma foi fazer a prova do Enem. Surpreendentemente, ela teve um desempenho excelente e quase tirou a nota máxima na redação. Thelma passou em medicina na PUC de Campinas e na de Sorocaba. Thelma foi era a única acadêmica negra de sua turma.
Thelma passou anos no cursinho pré-vestibular para conseguir a tão sonhada bolsa de estudos em Medicina, um desejo que cresceu junto com ela desde a infância. Era comum ouvir que só conseguiria passar aqueles que estudaram nos melhores colégios particulares de São Paulo. Apesar do esforço dos pais de Thelma, ela teve que estudar o ensino médio em escola pública e fazer o cursinho que fosse mais acessível.
Porém, a passista sempre foi uma mulher determinada. Ela faria o que fosse possível para se tornar médica. Mãe e filha decidiram então ir em busca do melhor cursinho, que mesmo com bolsa, foi difícil pagar. Com a rotina pesada de estudos, Thelma não conseguia trabalhar para ajudar a mãe.
“Teve uma vez que eu liguei para minha mãe e ela falou que a luz da minha casa estava cortada. Porque na mesma data vencia a conta de luz, na verdade devia estar atrasada por conta do corte, e na mesma data vencia o cursinho. Ela optou por pagar o boleto do cursinho para eu não deixar de frequentar o cursinho”, contou Thelma em um dos vídeos do seu canal.
Depois do segundo ano consecutivo sem passar no vestibular para medicina, a passista traçou um plano. Fazer psicologia, que naquele momento era a opção mais fácil para ela, se formar e então fazer medicina. Com um ano de curso, Thelma tentou mais uma vez a tão sonhada bolsa em medicina, dessa vez pelo Programa Universidade para Todos (Prouni).
Em um final de semana pós-festa, relaxada e de ressaca, Thelma foi fazer a prova do Enem. Surpreendentemente, ela teve um desempenho excelente e quase tirou a nota máxima na redação. Thelma passou em medicina na PUC de Campinas e na de Sorocaba. Thelma foi era a única acadêmica negra de sua turma.
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| Foto: Reprodução/Globo |
“Quando eu recebi essa carta, gente, não tem como descrever a sensação que eu tive no dia que eu cheguei em casa e tinha uma carta falando “você foi aprovada com bolsa de 100% no curso de medicina da PUC de Sorocaba”. Assim foi uma euforia, não tem explicação. Meus pais não entenderam direito o que estava acontecendo”. A partir dali, junto com a família, Thelma decidiu que mudaria de cidade para finalmente realizar o seu sonho.
Hoje, aos 35 anos, é médica anestesiologista e trabalha em quatro hospitais em São Paulo. Além disso, Thelma já foi bailarina e o talento dela garantiu a vaga como passista da Mocidade Alegre. Quem acompanha o BBB, já viu que ela é apaixonada por samba. Inclusive, foi o tema da festa quando ganhou prova do líder (depois de 26 horas de prova!!).
Trajetória no BBB20
Hoje, aos 35 anos, é médica anestesiologista e trabalha em quatro hospitais em São Paulo. Além disso, Thelma já foi bailarina e o talento dela garantiu a vaga como passista da Mocidade Alegre. Quem acompanha o BBB, já viu que ela é apaixonada por samba. Inclusive, foi o tema da festa quando ganhou prova do líder (depois de 26 horas de prova!!).
Trajetória no BBB20
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| Foto: Reprodução/Globo |
Thelma começou a vigésima edição do BBB integrando a comunidade hippie, formada por ela, Marcela, Gizelly e posteriormente Pyong Lee, Daniel e Ivy. A amizade delas era uma das coisas mais admiradas por muitos telespectadores. Mas com a chegada dos dois últimos membros vindos da Casa de Vidro (Daniel e Ivy), a comunidade hippie começou a se desfazer.
A médica sempre deixou claro o apoio ao participante Babu Santana, que não era muito adorado pelos outros membros do grupo. Por questões obvias (Babu e Thelma eram os únicos negros na casa), os dois abalaram suas amizades ali dentro por apoiar um ao outro. Com isso, formou-se um novo grupo Thelma, Manu, Rafa e Babu. Não foi à toa que eles formaram o top 4 do BBB20.
Thelminha sempre seguiu suas convicções e ganhou o ‘monstro’ como castigo. Porém, isso teve um impacto positivo aqui fora. Por ser tão fiel ao que acredita e não se deixar levar pelos outros, Thelma foi ganhando o coração de boa parte da audiência, garantindo a permanência da médica até a final.
Ela se tornou símbolo de representatividade para meninas e mulheres negras que também sonham em exercer a medicina. Em seu canal no YouTube, Thelma compartilha a vida de médica, fala sobre racismo e inspira milhares de pessoas com a sua determinação.






























