Um olhar único sobre versos e poesia

Por Geórgia Gava



A poesia é, sem dúvidas, uma das manifestações mais bonitas que envolvem a escrita. Um conjunto de versos capazes de externar todo e qualquer sentimento. Com eles, um gênero literário que exprime opiniões, emoções, anseios e a beleza através das palavras.

Nada melhor, é claro, do que falar exclusivamente com quem entende o assunto. Christina Búrigo é jornalista, formada pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) em 2018. Desde os doze anos tem a poesia como forma de expressar sua arte.

Entretém Tudo: Como surgiu a sua inspiração para escrever poesias?

Christina: É um tanto curioso falar sobre poesia, por mais que ela faça parte da minha vida há tanto tempo. Comecei a escrever versinhos por volta de doze anos, na época, por ser fã de Jonas Brothers. Não tenho memória do momento exato que estes versos se tornaram poesias. Simplesmente, começaram a se esvair pelos meus dedos, por conta também do olhar que comecei a ter do mundo que habito. Hoje, tenho a certeza de que toda vez que pego a caneta na mão pra escrever, eu estou tentando salvar uma parte minha também. Me refaço e me despedaço em palavras. Na verdade, escrevo pra me sentir parte do que sou. Desde a adolescência passei a ler muita poesia e, obviamente, minha escrita tem um pouco de cada autor que me inspira. Principalmente, Paulo Leminski e Sergio Vaz.  Mas por gostar muito de pôr metáfora no que escrevo, a música sempre me acompanha. Cazuza me inspirou no começo a buscar esta viagem que vive adormecida dentro de nós, como segredos de liquidificador.

Entretém Tudo: Sobre o que você gosta de escrever?

Christina: Agora, com quase 25 anos, me sinto mais firme em escrever o que guardo no peito. Sem receio do vai e vem que meus dedos fazem quando a inspiração bate. Aliás, a todo momento. No trabalho, no banho, na mesa, na cama... acho que minha mente não consegue parar.  Há tanta vida ao nosso redor, em tudo, que fica difícil economizar as palavras pra descrever o mundo que habita aqui dentro. Confesso também que demorei um pouco pra entender que minha escrita não deixa de ser um manifesto de quem sou.

Na verdade, foi quando enxerguei a importância que isto tem em minha vida, que me encorajei a tatuar uma frase minha. E, obviamente, o amor que enxergo em tudo me motiva ainda mais a seguir escrevendo. Sou grata ao que me instiga a transformar alegria, tristeza, solidão, tédio e toda e qualquer esquesitice em verso. Principalmente, as pessoas que tocam meu peito e me dão de presente a inspiração pra escrever com carinho e aconchego.

Entretém Tudo: Como surgiu esse gosto pela escrita? 

Christina: E por que gosto tanto das palavras? Porque elas têm o poder de tocar as pessoas. Além de, claro, me tocarem também. Tenho a impressão que só pararei de escrever quando partir deste plano. Até lá, pretendo me encontrar e me perder milhões de vezes na imensidão que as palavras me proporcionam. Claramente, é minha arte que me mantém viva.




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